O Triatleta de Elite no Brasil

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A mega performance do Fellipe Santos, que correu entre os amadores no Ironman Brasil [nota da S24x7: Fellipe fez a prova em 8h08min, segundo melhor tempo geral], trouxe à tona, uma importante discussão sobre: O desenvolvimento do Triathlon de Longa Distância e como funcionam as competições.

Acho que esse movimento em torno do retorno do Fellipe, profissional em 2023, foi extremamente positivo para que todos possam refletir sobre as tendências atuais da modalidade. E, por que não, mudá-las?

PS: Discussão em ALTO NÍVEL é sempre bom para o Triathlon.

Para começo de conversa, o termo “Profissional” talvez não seja o melhor para a categoria. Na Elite do Triathlon Brasileiro a maioria dos atletas também trabalham em suas assessorias e até em mais funções.

Ou seja, qual a diferença para os amadores?

Enquanto as categorias amadoras foram dominadas por ‘amadores de elite’, os quais tinham maior flexibilidade de tempo e até mais aporte financeiro disponível para investir, isso não gerava um debate sobre a diferença e nível de competitividade.

Afinal existe ou existiu essa tal justiça no Age Group?

Não, isso não existe!!

Um amador que tem tudo redondinho (equipamento, estrutura, bom técnico, tempo e etc…) tem mais oportunidades de performar do que um amador sem a mesma condição.

Portanto, o que é mais discrepante?

Um amador de elite com toda a estrutura competindo normalmente em sua categoria ou um “ex-profissional” com iguais situações, competindo nesse mesmo lugar?

Realmente esse tema gera uma boa discussão.

No Brasil, comparado aos países desenvolvidos, o aporte financeiro faz muita diferença no rendimento desses atletas. Investir em bike, viagem, inscrição e outros tantos gastos é cada vez mais inviável para um triatleta aspirante a “profissional”.

Logo, a balança começa a pesar muito, para quem tem essa condição de investir todo seu tempo e recurso financeiro. E só isso já diferencia boa parte dos resultados de amadores resolvidos financeiramente que competem em alto nível.

Outro fator muito importante, é citar a evolução das redes sociais. Um atleta amador midiático pode gerar ótimos rendimentos e viver do esporte. Isso faz dele um profissional do esporte?

Tudo se mistura, né?

No Brasil, toda essa discussão cresceu a partir do momento em que vários atletas “profissionais” decidiram lutar pelo mesmo espaço com amadores de elite…Mas ué, existe tanta diferença? Ou apenas nível competitivo?

Rafael Palito é pentacampeão do Ironman Brasil como técnico da CPH Triathlon, trabalhando com atletas como Pamela Oliveira e Igor Amorelli.

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